CNJ e H360 definem plano para criar cooperativas de detentos em todas as regiões do país até 2020

Melina Machado Miranda, gestora pelo CNJ, com as cooperadas na Penitenciária Feminina II de Tremembé

Cumprindo a primeira etapa do convênio que firmaram em dezembro, o Conselho Nacional de Justiça e o Instituto Humanitas360 acabam de aprovar o plano de trabalho conjunto para espalhar experiências de empreendedorismo atrás e além das grades por todo o Brasil. Segundo o plano, somente neste ano, quatro novas cooperativas devem ser criadas em presídios de diferentes pontos do país. A replicação do modelo de empreendedorismo do H360 em escala nacional foi dividido em três ondas sucessivas, em ciclos de cinco meses e com um número crescente de unidades prisionais envolvidas. Neste momento, está sendo definida uma matriz de avaliação para selecionar as primeiras cooperativas a serem implementadas. Caberá aos Tribunais de Justiça nos estados sugerirem as unidades prisionais a serem avaliadas.

O consultor em políticas prisionais do PNUD, Felipe Athayde Lins de Melo, durante visita à cooperativa de detentas

O convênio CNJ/Humanitas360 visa desenvolver modelos de organização produtiva para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional, com o objetivo final de reduzir a reincidência carcerária. Os instrumentos para alcançar esse objetivo são o empreendedorismo, a economia colaborativa e a qualificação profissional. Um dos maiores desafios em projetos de impacto social de maneira geral, e mais especialmente quando o tema é segurança pública, é medir seu retorno efetivo para a sociedade. Para tanto, o Insper está apresentando proposta de desenvolvimento de metodologias de monitoramento e avaliação de impacto das iniciativas, sempre garantindo o protagonismo e a capacitação da população envolvida.

A implementação do projeto também conta com a colaboração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), através do consultor em políticas prisionais Felipe Athayde Lins de Melo. Victor Martins Pimenta e Melina Machado Miranda são os gestores pelo CNJ, e Ricardo Anderáos, Higor Cauê e Heloisa Bonfati pelo Instituto Humanitas360.

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