Skip to main content

O Instituto Humanitas360 deu início à programação da série “Conversas Difíceis” em 2026 na noite de ontem (20), no auditório do CIVI-CO, em São Paulo, com um tema especialmente relevante neste ano de eleição presidencial: a relação entre política e religião no Brasil de hoje.

A cineasta Petra Costa, diretora do documentário “Apocalipse nos Trópicos”, e o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), integrante da Frente Parlamentar Evangélica, protagonizaram o diálogo mediado pelo antropólogo Juliano Spyer – um encontro improvável que colocou frente a frente visões distintas sobre poder e fé.

Ambos foram convidados a comentar trechos marcantes do filme de Petra Costa, que expôs a influência do movimento evangélico fundamentalista no governo de Jair Bolsonaro e está entre os pré-indicados ao Oscar de melhor documentário.

A diretora justificou sua escolha pelo tema após observar a “infiltração do fundamentalismo cristão nos rumos da política nacional” já em 2016, quando preparava sua obra anterior, “Democracia em Vertigem” (2019).

Pastor da Assembleia de Deus, Otoni de Paula comentou seu recente afastamento do bolsonarismo, que na sua visão se tornou uma “idolatria” baseada no “princípio do ódio”, incompatível com a fé cristã.

Por videoconferência, a presidente do Instituto Humanitas360, Patrícia Villela Marino, fez a abertura do evento, afirmando que com o projeto Conversas Difíceis – e esta edição em particular – sua intenção é “seguir na luta pelo maior mandamento bíblico: amar”.

Veja como foi a 8ª edição de “Conversas Difíceis”:

Share