Cidadania Ativa

O primeiro artigo da Constituição brasileira de 1988 afirma que a cidadania é um dos fundamentos da República e do Estado Democrático de Direito. Bem mais enxuta e antiga, a Constituição norte-americana criada em 1789 tinha originalmente apenas sete artigos, dedicados organizar os três poderes e a relação entre a união e os estados. Foi revista apenas três anos depois, ganhando dez emendas conhecidas como “Bill of Rights” (Carta de Direitos), dedicadas à proteção e promoção dos cidadãos, oferecendo diferentes garantias à liberdade individual e restringindo os poderes do Estado.

Constituições de outros países das Américas, como a da Colômbia (1991) e do Equador (2008), avançaram ainda mais na defesa da cidadania. Ambas reconhecem a legitimidade de cada etnia que compõe seu tecido social, definindo mecanismos de integração das populações indígenas com o restante da sociedade através dos processos de participação democrática e inserção de práticas e valores nativos na vida cotidiana.

A história recente das Américas, entretanto, mostra que a letra constitucional é insuficiente para garantir a defesa da democracia, do estado de direito e o bem estar da população. Sociedades latino-americanas têm tendência a tratar a lei como panacéia: somente entre os anos de 1978 e 2012, 18 países da região reescreveram sua Carta Magna. O Instituto Humanitas360 acredita que só através da cidadania ativa, participante não apenas nos processos eleitorais e instâncias oficiais (como conselhos e audiências públicas), mas em todos os espaços da vida social, devemos sustentar a democracia, buscar justiça social e pacificar nossas sociedades.

Herdeiro da metodologia de promoção do empreendedorismo cívico-social do Instituto PDR (hoje convertido em Humanitas360 Brasil), o H360 promove a cidadania ativa através de todos os seus programas e projetos.

Mesmo assim, criamos um programa de cidadania ativa, através do qual desenvolvemos ações ainda mais focadas nessa questão. É o caso do Índice de Engajamento Cidadão, criado em parceria com a Economist Intelligence Unit, que compara o nível de participação em vários países do continente. 

O Instituto Humanitas360 também dá apoio direto a alguns empreendedores cívico sociais e organizações sociais nascentes, que trabalham temas chave para a promoção da segurança e melhoria da qualidade de vida na região. Dentro da filosofia da “grassroots philanthropy” herdada do Instituto PDR, esse apoio nunca é apenas financeiro. Ele parte da construção do relacionamento com o empreendedor e passa por processos de coaching, capacitação profissional e apoio à gestão, para somente então envolver apoio material, quando for o caso. Tudo para garantir o pleno desenvolvimento pessoal do empreendedor e a melhor estruturação da organização social que serve de veículo para seu trabalho cívico-social dentro de um ambiente que é muito mais relacional do que transacional.

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