O Instituto Humanitas360 tem orgulho de anunciar sua participação no livro “Universidade e Prisão: Ensaios Críticos sobre a Educação Superior no Cárcere e Extensão Universitária”, organizado por Sérgio Salomão Shecaira, Bruno Shimizu, Luigi Giuseppe Barbieri Ferrarini e Jéssica Raquel Sponchiado. A obra é fruto do Seminário Internacional de Educação e Prisões, realizado na Faculdade de Direito da USP em 2025, e foi organizada pelo GDUCC – Grupo de Diálogo Universidade Cárcere Comunidade, projeto de extensão que há anos constrói pontes entre a academia, o sistema prisional e a sociedade.
O livro reúne contribuições nacionais e internacionais sobre criminologia crítica, extensão universitária e reinserção social, e parte de uma convicção central: o acesso ao conhecimento é instrumento de emancipação e resistência. É nesse espírito que a advogada e presidente do H360, Patrícia Villela Marino, e a consultora jurídica do Instituto, Larissa de Melo Itri, assinam um dos capítulos do livro.
A advogada e presidente do Instituto Humanitas360, Patrícia Villela Marino, e a consultora jurídica do instituto, Larissa de Melo Itri, assinam o capítulo intitulado “Entre Grades e Possibilidades: Trabalho, Educação e Resistência ao Encarceramento Feminino pelo Instituto Humanitas360”. O artigo parte de uma leitura histórica e estrutural da vulnerabilização do trabalho feminino — das fábricas do século XIX à chamada “feminilização da pobreza” — para compreender como o encarceramento feminino no Brasil é, em grande medida, uma extensão punitiva da exclusão social.
A partir desse diagnóstico, as autoras apresentam a experiência concreta do programa Empreendedorismo Atrás e Além das Grades, por meio do qual o H360 criou e fomentou cooperativas sociais dentro de unidades prisionais em estados como São Paulo e Maranhão, proporcionando às mulheres privadas de liberdade não apenas geração de renda digna, mas também acesso à educação formal integrada à jornada de trabalho.
O artigo demonstra que, ao unir cooperativismo, autonomia econômica e aprendizagem, o projeto logrou romper com a lógica excludente que obriga mulheres encarceradas a escolher entre trabalhar e estudar — e que 53% das cooperadas da Cooperativa Cuxá, no Maranhão, buscaram dar continuidade à formação educacional após a experiência. Para as autoras, a educação no cárcere não é privilégio nem recompensa: é direito, e seu exercício é também um ato político de resistência.
O lançamento do livro acontecerá no dia 28 de maio, às 18h, no Auditório Rubino de Oliveira da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, região central de São Paulo. Mais informações sobre a obra podem ser conferidas no site da Editora D’Plácido.
